Serra do Cipó: Turismo e riquezas ambientais

Por Hillary Ananda G. Aniceto, licenciada em Ciências Biológicas, membro do Laboratório de Escrita Científica do Podcast “Falando de Ciência e Cultura”, pós graduanda no IF Barbacena, com orientação do professor Delton Mendes Francelino, Coordenador do Centro de Estudos em Ecologia Urbana do IF Campus Barbacena e Diretor do Instituto Curupira

 

Muitos conhecem a Serra do Cipó como um dos principais pontos de turismo do Estado de Minas Gerais, sobretudo pelo fácil acesso e diversas atividades de lazer para todas as idades. Todavia, além de um ponto turístico, a Serra do Cipó guarda riquezas de significativo valor científico e ambiental.

A Serra do Cipó abriga cerca de 40 sítios arqueológicos (ICMBIO, 2022) e 6 deles possuem visitação aberta para os turistas, onde estes encantam-se com as pinturas rupestres. Estima-se que há cerca 10 mil anos já havia humanos na região, deixando seus registros de vida nas rochas desta grande Unidade de Conservação, que além deste marco importante, conta também com flora bem diversificada e com espécies endêmicas, ou seja, somente encontradas na região.

As populares “sempre-vivas”, por exemplo, (família das Eriocaulaceae) de flores marcantes, favorecem a beleza cênica constantemente, tornando a Serra florida durante as quatro estações do ano. É importante destacar que a Serra do Cipó tem importante biodiversidade florística no geral. A fauna não deixa a desejar com seus diversos mamíferos, aves, anfíbios, répteis e peixes, destacando-se a paca, tatu, lobo guará, lontras, truta verdadeira, dentre outros.

O Parque Nacional da Serra do Cipó, portanto, é um laboratório a céu aberto, no qual diversos estudos científicos são, e podem, ser desenvolvidos cada vez mais, fortalecendo o conhecimento e garantindo a conservação da Unidade de Conservação (ou das várias UCs que também estão inseridas dentro do Parque). O ecoturismo já é realidade ali, sendo o principal meio econômico para manutenção do mesmo. Entretanto, o desenvolvimento de um programa de educação ecológica/ecosófica precisa ser consolidado para favorecer a sensibilização ambiental dos visitantes e da própria população que habita a área, em parceria com pousadas, por exemplo, e moradores. É o que tenho estudado e proposto em minha Pós Graduação em Gestão e Planejamento de Área Naturais no IF Barbacena. Estas são medidas que podem auxiliar na proteção da biodiversidade, tornando os atos de pensar e agir sobre o ambiente/natureza sem degradá-los mais conscientes na vida das pessoas em geral.

Apoio divulgação científica: Samara Autopeças e Jornal Barbacena Online

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