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A vida na Terra e algumas reflexões sobre nossa atuação por aqui

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Por Delton Mendes Francelino

Prof. C. Graduação em Ciências Biológicas e coordenador do Centro de Estudos em Ecologia Urbana, no IF Barbacena/MG. Diretor do Instituto Curupira. Doutorando na UFMG, possui três livros publicados. 

 

Embora seja um fato comum, corriqueiro, lidarmos com outros seres vivos além de nós, muitas pessoas nunca pensaram na quantidade deles existente em nosso planeta. Um exercício interessante que geralmente proponho, inicial, é uma reflexão: quantos animais e vegetais, você viu hoje? E aqueles seres que não vemos? Se pudéssemos os contar, quantos seriam? Se fizéssemos essa contagem, certamente começaríamos a entender a diversidade do que chamamos de espécies, ou seja, diferentes seres, pertencentes a grandes reinos e outros grupos de classificação, usados na ciência.

 

Acredita-se, atualmente, que a Terra pode ter algo em torno de 10 e 50 milhões de espécies de seres vivos, numa biodiversidade tão rica que dificilmente poderia ser encontrada em outros lugares do universo, como outros planetas além do Sistema Solar. Sabe quantas espécies de fatos já catalogamos, dentre animais, vegetais, fungos, protozoários e bactérias? Algo próximo a 3 milhões, ou seja, conhecemos muito pouco da vida que habita a Terra. Muito pouco mesmo.

 

Um exemplo dessa nossa dificuldade em reconhecer todas as formas de vida que há por aqui são os oceanos. Conhecemos mais a Lua do que os mares e, de fato, um motivo para isso é a enorme dificuldade de se empreender pesquisas nesses ambientes, pelo custo e também pelo desinteresse de líderes governamentais. Todos os anos, muitas espécies são descobertas, mas, infelizmente, a quantidade de espécies extintas e, ou, ameaçadas de extinção tem aumentado, algo que nos tem possibilitado afirmar que uma sexta extinção em massa de seres está em curso e, pela primeira vez na história terrestre, é provocada por um ser vivo em potencial: nós, homo sapiens.

 

Não sabemos de certeza como a vida surgiu na Terra, mas sabemos que ela está aqui, a partir de seres muito simples, há 3,7 bilhões de anos. Pense nisso: nós, humanos, apenas surgimos há algo em torno de 400 mil anos, na África e, somente  nos últimos 150 anos destruímos ecossistemas e lançamos à extinção uma quantidade incalculável de espécies. Por qual razão fazemos isso e como podemos reverter esse quadro?

 

Um dia, a Terra não mais existirá. Nossa estrela, o Sol, crescerá tanto, num “desespero” alucinado por energia, que nosso planeta será engolido (ou muito próximo disso) e  toda a vida por aqui desaparecerá para sempre. Na natureza, nada nunca é permanente e tudo sempre se transforma. Tais perspectivas precisam nos conduzir a um grau de profunda reflexão sobre quem somos, onde estamos e sobre a maneira como atuamos nesse pálido ponto azul (Sagan, 1978), o único lugar, até então, onde há vida em todo universo. 

Apoio divulgação científica: Samara Autopeças e Barbacena Online

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