A realização de um sonho: literatura, resistência e empoderamento

Por Juliana Rettore, Psicóloga Perinatal, orientanda na Escola de Escrita Criativa e Científica da Casa da Ciência da Cultura, com orientação do Professor Dr. Delton Mendes Francelino, criador e diretor da Casa

O sonho de muitos amantes de literatura é um dia escrever um livro. Até mesmo existe a máxima, relativamente popular, de que nesta vida devíamos plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro para deixar nossa marca no mundo e nos realizarmos. Esse sonho de ser autora, para mim, começou a se concretizar quando vi o anúncio da Escola de Escrita Criativa e Científica da Casa da Ciência e Cultura de Barbacena e decidi participar, desafiando-me nessa nova jornada. Fui acolhida pelo querido Delton Mendes, diretor da instituição, e ele, com muita paciência e afeto, acompanhou-me nesse processo gratificante e também angustiante de passar as ideias para o papel e, assim, “gestar” um livro.

Juliana com seu livro. A obra é interessante para leitura também de jovens, uma vez que, seguindo diretrizes da ONU, os assuntos abordados na obra são de extrema relevância para a Saúde Pública global.

Depois de vários exercícios de imaginação, estudos sobre roteiro e tentativas de elaborar um texto, escolhi como tema para a escrita de um pequeno livro algo que me transpassava naquele momento em que estava gestante: falar sobre os processos fisiológicos femininos que envolvem sangue. Em minhas leituras e pesquisas como Psicóloga Perinatal e, na época, grávida da minha primogênita, descobri que os eventos mais adoecedores da vida de uma mulher são a puberdade, a gestação e a menopausa. Esses três temas envolvem sangue e são tabus sociais muito fortes a ponto da mulher não saber como lidar, sofrendo de diversas formas com essas vivências.

Na puberdade, quando a primeira menstruação chega, não há informações suficientes e adequadas para a compreensão de meninas e menstruantes. Elas aprendem que o sangue menstrual é vergonhoso, deve ser escondido de todos e que as cólicas são naturais ao processo. Na gestação as mulheres têm que lidar com sentimentos complexos e muitas vezes opostos à romantização que a nossa cultura prega em torno do período, elevando os níveis de estresse e muitas vezes desencadeando sintomas de depressão. Já na menopausa, o que a maioria das mulheres vive é a absoluta falta de informação, pois a nossa cultura valoriza a mulher em idade reprodutiva, e quando ela entra em menopausa, fica “velha”, é obrigada a lidar com os sintomas físicos e psicológicos sozinha. Apesar de todas essas vivências terem como base mudanças fisiológicas, os hormônios não são suficientes para explicarem o mal estar psíquico causado nas mulheres.

Portanto, decidi falar sobre menstruar, gestar, parir e entrar em menopausa de forma aberta na tentativa de entender para além dos hormônios e lançar outros olhares mais gentis e amorosos, a exemplo de novas perspectivas e comparações com outras culturas diferentes. Do desafio de escrever um pequeno texto, nasceu, então, o “Marcadas pelo Sangue”, a primeira obra de minha autoria e da Casa da Ciência e Cultura de Barbacena. O livro já está disponível para compra pelo link https://www.autografia.com.br/produto/marcadas-pelo-sangue-menstruacao-gestacao-parto-e-menopausa/ .

O lançamento será no dia 13 de janeiro de 2024, às 16h, no “Espaço Multiuso” localizado na Estação Ferroviária de Barbacena (ao lado da ASDEF), que contará com a projeção fotográfica das obras da Natália Chagas, autora da fotográfica da capa do livro. A entrada será gratuita, porém as vagas são limitadas, portanto para garantir sua participação é só preencher o formulário de inscrição https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSc0IXbJhv0XQkd-ih2Y97oLIDf4NQp4fMdlE-SL5-5Emv_PGQ/viewform?usp=sf_link .

Lá farei uma tarde de autógrafos e poderemos conversar mais sobre essas vivências tão significativas na vida da mulher! Aguardo todas e todos lá!

Apoio divulgação científica: Samara Autopeças, Jornal Barbacena Online e SEAM – Serviços Ambientais.

 

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