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    Barbacena, MG Previsão completa
  • A luta pelos direitos das mulheres precisa continuar

    Muito se discute, hoje em dia, sobre a mulher e sua posição na sociedade. Numa realidade em que ser mulher ainda é motivo de preconceitos e discriminações, o feminismo, e suas várias correntes, desponta como uma efetiva maneira de estimular, educar e lutar pelos direitos do gênero feminino. Um dos mais relevantes aspectos para iniciar esta discussão é sobre o que se refere ao mercado de trabalho, cuja entrada feminina com maior proeminência se deu com muita luta, sobretudo no contexto pré e durante Primeira e Segunda guerras mundiais.  É importante ressaltarmos ainda que essa “inclusão” veio acompanhada de discriminação e salário desigual em comparação aos homens.

     

    Esse contexto foi muito relevante, já que muitas trabalhadoras não acharam isso correto, e então, começaram o que se aponta ser um dos braços de princípio do feminismo, no fim do século XIX e no início do século XX. Interessante também destacar eventos históricos, como a Revolução Francesa, que, embora ainda com características de valorização extrema da figura masculina, favoreceu alguns relevantes espaços para as mulheres, que começaram a ter voz e se expressar. Muitas vitórias foram conquistadas pelas mulheres, sobretudo nas ultimas décadas, como o direito a votarmos e sermos votadas, de estudarmos em uma universidade,  termos o direito do controle de querermos ter filhos ou não (com a pílula anticoncepcional, por exemplo) e o direito de querermos ou não nos casarmos. Parecem coisas obvias hoje em dia, mas até muito pouco tempo atrás não era assim.

     

    Porém, a luta do feminismo no Brasil, ainda continua, e encontra entraves, inclusive por conta da bancada política, majoritariamente composta por homens, que votam e aprovam o que seria “ideal” para eles e não o que seria confortável para nós, mulheres. E não só isso: o feminicídio e o estupro ainda são evidentes  e a pena nesses dois casos são bem sutis. A pena mínima no país de acordo com a lei 13.104/2015 é de 6 a 12 anos nos casos de feminicídios. 

     

    Mesmo com muito tempo na luta, o feminismo ainda tem muito pelo qual atuar. É preciso continuar e batalhar por muitas outras questões. Infelizmente há grande deturpação sobre o que esse movimento é, sobretudo a partir de homens, poderosos, que lançam informações falsas sobre o que defende o feminismo. Por isso, é relevante que haja palestras, campanhas de empoderamento feminino, e que as mulheres saibam que não estão sozinhas, que o feminismo é a união, e juntas talvez consigamos ter todos os nossos direitos humanos elementares, como a liberdade de expressão e de escolha sobre nossos futuros. 

     

    NOTA DA REDAÇÃO – Mariana Nascimento de Paula é aluna do curso de Gestão Ambiental do IF Barbacena, sob orientação do professor Delton Mendes Francelino

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