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22 de março de 2017 às 22h32

Festival de Fotografia movimenta a histórica Tiradentes

A programação inclui conteúdos colaborativos, projeções noturnas e troca de experiências

Da Redação

A fotografia entra em cena na histórica Tiradentes até o domingo (26), durante a  7ª edição do Festival de Fotografia. Será uma oportunidade de intercâmbio de experiências entre amadores e profissionais de todo o mundo, além de reunir artistas e curadores para discutir a fotografia contemporânea e a expressão desta arte.

O festival contará com a presença dos renomados fotógrafos espanhóis J.R. Duran e Cristina de Middel, que apresentarão seus projetos relacionados à fotografia. No dia 24, às 14h, o fotógrafo J.R. Duran participará do debate sobre a Rev. Nacional, a qual é o editor, e que será mediado pelo professor Rubens Fernandes Junior. O encontro, realizado no Centro Cultural Yves Alves, marca também o lançamento da oitava edição da publicação, que aborda o trabalho fotográfico de J.R. Duran sob a ótica dos mais diversos perfis e ofícios dos brasileiros, promovendo uma reflexão acerca do futuro do país.

Já a fotógrafa Cristina de Middel, será entrevistada pelo diretor do FotoRio, Milton Guran no dia 25, às 14h. Reconhecida como uma das referências na edição de fotolivros, Cristina de Middel investiga a relação ambígua entre a fotografia e a verdade. Mediante a combinação de documentos e práticas fotográficas conceituais, sua obra leva o público a questionar a linguagem e a veracidade da fotografia como documento, e joga com reconstruções e arquétipos que distorcem a fronteira entre a realidade e a ficção.

Outro destaque da 7ª edição é a mostra fotográfica “Oriente Risco”, que apresenta obras de 17 profissionais residentes no nordeste do país, selecionados por meio de convocatória pública realizada em 2016, com uma edição produzida exclusivamente para o Festival de Fotografia de Tiradentes. Além disso, estão programadas palestras e projeções noturnas no dia 24 e 25 de março.

Cerca de 20 artistas foram convidados para ministrar 15 palestras gratuitas e 15 workshops que estão com chamadas abertas para inscrição antecipada pelo site www.fotoempauta.com.br/festival2017/workshop/. Os cursos de qualificação visam estimular a produção criativa em diferentes possibilidades e explorar a fotografia na arte contemporânea e na capacidade crítica de criar novos mundos.

Lançamento de Fotolivros

A 7ª edição do Festival de Fotografia de Tiradentes marca também o lançamento de fotolivros de 20 autores brasileiros, que acontecerão durante o Festival no Sobrado Quatro Cantos, na rua Direita, 5.  Como destaque, dentre os lançamentos, está a obra “ZOO”, do fotógrafo mineiro João Castilho, que retrata diversos animais silvestres em ambientes residenciais. Embora possa parecer simples, deslocar um animal de seu ambiente natural para um ambiente doméstico causa um grande estranhamento para o animal e também para as pessoas. O principal objetivo do autor nesse trabalho é explorar uma tensão entre animal, deslocado de seu lugar habitual, e homem (fotógrafo) dentro de seu suposto lugar de conforto.

Com a narrativa direcionada ao universo feminino, o fotolivro “Sereias”, dos fotógrafos Fernanda Oliveira e Sérgio Carvalho, revela o mundo das pescadoras artesanais no Ceará. Personagens como Cleomar, Márcia, Maria Cabelão e Sidnéia são retratadas pela dupla de fotógrafos que, ao longo de 4 anos, pesquisou e documentou a vida e o ofício de quem cuida da casa e se lança ao mar, vencendo medos e preconceitos de uma atividade dominada por homens.

Já o fotolivro “Chuva Fora de Lugar”, do fotógrafo Davilym Dourado, retrata um manifesto em favor da natureza, que reflete as mudanças climáticas que fragilizam a humanidade. O trabalho proporciona uma tomada de consciência sobre a relação do homem com o meio ambiente.

A obra “Pequena rota do insuspeitável”, do fotógrafo Cyro Almeida, reúne os registros fotográficos de diversos personagens encontrados na periferia de Belém (PA). A narrativa visual que compõe o livro foi planejada a partir da rota das vans (transporte urbano alternativo e não regulamentado) que ligam bairros periféricos considerados áreas de risco da violência. As fotografias não tratam da violência urbana, mas desafiam a pensar como a representação estereotipada, a distinção social e fantasia do medo, quando repetidas exaustivamente contra essas regiões periféricas, reforçam estigmas e a própria violência que criticam. 

Outra grande novidade é a exibição da mostra de fotolivros vinda do Centro de Fotografia de Montevidéu, Uruguai, que reúne 32 obras de artistas de diferentes locais da América Latina e da Península Ibérica. A exposição estará disponível no Centro de Cultura da UFMG. A entrada é gratuita.

 Inscrições para as oficinas: www.fotoempauta.com.br/festival2017/workshop/

Com informações da Rede Comunicação de Resultado