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9 de janeiro de 2017 às 21h30 atualizada em11 de janeiro de 2017 às 07h52

Mudança de comportamento ainda é a maior prevenção dos afogamentos

Bombeiros alertam para que a diversão não se transforme em um acidente

Da Redação
Mudança de comportamento ainda é a maior prevenção dos afogamentos

O aumento da temperatura traz também o aumento da procura por locais para se refrescar como rios, piscinas e cachoeiras.  O grande problema é que muitas pessoas não adotam os cuidados necessários e acabam tornando-se vítimas de afogamento. Até mesmo um simples passeio em uma piscina deve ser recoberto de atenção. No natal de 2016, um adolescente de 13 anos morreu afogado em Conselheiro Lafaiete.

Para tentar prevenir esse tipo de acidente, o Corpo de Bombeiros faz alguns alertas e dá orientações. Até o mês de novembro de 2016, a Corporação atendeu a 512 ocorrências de afogamento, segundo dados do Centro Integrado de Defesa Social (CINDS).  Destas 08 foram em piscinas, 300 afogamentos em rios e riachos; 166 em lagos, lagoas e represas, e os demais em locais diversos. Os meses com maior incidência são janeiro e fevereiro, em razão das férias e da estação verão.

O uso de bebidas alcoólicas ainda é um dos grandes causadores dos casos de afogamentos. O uso do álcool, aliado ao fato das pessoas escolherem locais desconhecidos e sem segurança para nadar pode resultar em mais uma ocorrência. Mais de 80% dos casos de afogamento ocorre em lugares onde não há Guarda-vidas. Um levantamento da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa) aponta ainda que 85% dos afogamentos do mundo poderiam ser evitados.

Durante os atendimentos os bombeiros se deparam com situações que ajudam a tornar uma diversão muito mais perigosa. É comum, por exemplo, as pessoas improvisarem boias com materiais que não são tão adequados como colchões infláveis, garrafas pet e até mesmo pneus.

As mortes provocadas por afogamento também produzem um impacto social, sendo que o comportamento adotado pelas pessoas pode minimizar os riscos e evitar que ela se afogue.  A maior parte dos óbitos são homens na faixa de 25 a 40 anos, ou seja, pessoas em idade ainda produtiva.

A região atendida pela Cia Independente de Barbacena, que inclui São João del-Rei e Conselheiro Lafaiete, possui diversos balneários o que aumenta a preocupação como os Rio das Mortes, Piranga, Xopotó, Paraopeba, e diversas lagoas e represas onde a população procura sempre se refrescar porém desconhece os perigos de se nadar em locais desconhecidos.

 

FIQUE ATENTO:

- No barco, caiaque ou lancha, use sempre colete salva-vidas e nunca tire a proteção para mergulhar.

- Obedeça à sinalização de perigo pois dela também depende a sua vida.

- Mantenha distância das pedras e bocas de rios, pois o que lhe parece bonito e atrativo constitui também um perigo.

- Nunca entre na água após as refeições.

- Quando estiver na praia ou pescando num rio, coma somente alimentos leves. Dessa maneira, não terá congestão nem perderá o equilíbrio.

- Não deixe crianças brincarem sozinhas na praia, na beira de rios, lagos ou piscinas.

- Procure um local conhecido para nadar e vá sempre acompanhado.

- Não entre em locais onde há avisos de perigo de morte ou em águas poluídas.

- Não faça uso de bebida alcoólica

- Não se afaste da margem

- Não pule de cima de cachoeiras

- Não tente salvar pessoas sem possuir habilitação para isso

- Prefira jogar flutuadores para salvar pessoas ao invés de entrar na água para salvá-la

- Evite brincadeiras de mau gosto ("caldos", "trotes", "saltos")

- Acate as orientações dos Bombeiros ou dos guarda vidas

Com informações da 2ª Companhia de Bombeiros de Barbacena