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8 de outubro de 2017 às 19h02 atualizada em10 de outubro de 2017 às 20h07

Você sabia? Somos todos “poeira” de estrelas

A opinião de Delton Mendes Francelino

Delton Mendes Francelino
Você sabia? Somos todos “poeira” de estrelas

Quem observa o céu noturno percebe uma quantidade enorme de estrelas visíveis a olho nu. Algumas destacam-se mais que outras, pela intensidade do brilho, variação leve de coloração, ou pela associação, por proximidade aparente, com outras estrelas, possibilitando combinações de desenhos entre várias delas. Todavia, pouca gente sabe que a ligação que possuímos com estes corpos celestes é muito mais profunda.

 

Na realidade, todos os planetas, incluindo a Terra, e todos seres vivos que aqui vivem, são resultado do processo de “morte” de superestrelas. Os átomos que compõe os corpos, associando-se em moléculas bem organizadas, foram “criados” no interior de estrelas gigantes em fase de Supernova, uma fase em que estrelas médias e gigantes começam a se expandir em busca de mais “combustível” para seu metabolismo interno. Nessa procura, aparentemente desesperada, pela manutenção de sua existência, forjam, em condições específicas de temperatura e pressão, átomos fundamentais para a vida, como o Carbono.

 

Embora a cultura de observação e maravilhamento do Cosmos, algo muito comum em sociedades antrópicas passadas, tenha se tornado incomum, a humanidade ainda pode perceber, na percepção do céu noturno, um estado contemplativo e simbólico de existência. Somos parte de estrelas, que já não existem mais, mas que, de algum modo, deixaram-nos como herança cósmica.

 

Observar o universo é fácil e não é um processo possível somente à noite. O Sol, como estrela, oferece toda a energia que mantém a vida na Terra e, todos os elementos, bióticos e abióticos (vivos e não vivos) do planeta também fazem parte desse mundo imensurável. Perceber nas estrelas uma extensão de todos nós, e nós uma extensão das estrelas, mais que um sentimento de agradecimento, pode revelar incrível sensação de pertencimento cósmico, de rara e expoente beleza.