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18 de abril de 2017 às 22h16 atualizada em18 de abril de 2017 às 22h30

Ponto de Partida encena história de Jorge Amado em duas sessões extras

Ingressos já podem ser adquiridos

Da Redação
Ponto de Partida encena história de Jorge Amado em duas sessões extras

O Ponto de Partida apresentará mais uma vez, em sessão extra no sábado (22), o espetáculo “Os Gnomos contam a história do Gato Malhado e a Andorinha Sinhá”, de Jorge Amado. A história, em cartaz há 20 anos, é a única obra para crianças de Jorge Amado e poderá ser vista pelo público em duas sessões, às 17h e 19h, na Estação Ponto de Partida. A classificação etária é livre e os ingressos podem ser adquiridos através do telefone 3331-5803.

O espetáculo já foi encenado em inúmeras cidades mineiras, nas grandes capitais brasileiras como São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Brasília, além de cidades de Portugal e em Montevideo. Também participou de vários projetos ligados a Escolas no Brasil, em Portugal e no Uruguai, onde foi montado com direção de Regina Bertola, diretora do Ponto de Partida, e elenco do El Galpon. Enfim, o Gato tem o frescor e a perenidade dos contos de fada ou dos clássicos: será sempre irresistível.

O espetáculo

Era uma vez, antigamente, mas muito antigamente, quando os bichos falavam, os cachorros eram amarrados com linguiça, alfaiates casavam-se com princesas e as crianças chegavam no bico das cegonhas. Aconteceu naquele então uma história de amor!

Assim que lemos sabíamos que queríamos ouvir esta história. Assim que ouvimos, sabíamos que queríamos contá-la. Então começamos a juntar as imagens mais delicadas para “desenhá-la”. Porque somos assim: só contamos histórias com gravuras.

Um dia, quando estávamos começando a fazer experiências com o roteiro, apareceram, de repente, no meio do palco, dois seres muito engraçados. Eram pequenos, tinham enormes chapéus vermelhos e falavam uma língua muito estranha que, a princípio, não entendíamos. Mas entraram em cena e, magicamente, plantaram no palco a primavera.

Era exatamente como queríamos fazer e então soubemos que eles também queriam contar esta história. O que fazer? Rendemo-nos e foi assim que os Gnomos entraram na história do Gato Malhado e da Andorinha Sinhá. Não precisamos dizer que o que era lírico ficou mais poético, o que era divertido ficou mais engraçado, o que era triste ficou encantado.

Queríamos que o texto de Jorge Amado estivesse ali, inteirinho. Com todas aquelas palavras brincando e se juntando numa doce história. Mas não queríamos reescrever o livro, queríamos fazer teatro e então pedimos música e a história passeando levemente entre imagens e palavras. Queríamos que, como toda boa história, esta fosse para toda gente, de qualquer idade. Queríamos que toda essa gente se divertisse, se emocionasse e que por alguns poucos momentos estivesse feliz, conquistada pela beleza. Queríamos invadir este mundo cada vez mais tenso e complicado com a simplicidade sedutora de uma história de amor.

Ai, acho que não conseguiríamos isto tudo! Mas os Gnomos conseguem! Eles envolveram esta história em tal magia que é impossível resistir. Não acredita? Então venha vê-la. Você se surpreenderá desejando apaixonadamente que um Gato, malhado e feio, se case com uma terna e louca Andorinha.