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4 de dezembro de 2017 às 23h45 atualizada em6 de dezembro de 2017 às 08h17

Paralisação de obras do ‘Minha Casa, Minha Vida’ em Barbacena já duram quase 4 anos

Parlamentar solicitou esclarecimentos sobre o abandono da obra

Da Redação
 Paralisação de obras do ‘Minha Casa, Minha Vida’ em Barbacena já duram quase 4 anos

O deputado federal Padre João (PT/MG) enviou ofício ao Ministério das Cidades em busca de esclarecimentos a respeito da paralisação das obras do Minha Casa, Minha Vida, no Residencial São Francisco I a IV, no bairro Nova Cidade, em Barbacena. O Residencial, gerenciado pelo Banco do Brasil, contemplava a execução de 320 moradias, com valor da obra especificado em mais de R$19 milhões, e teve suas obras paralisadas desde janeiro de 2014. As obras tiveram início em julho de 2013 e tinham previsão de entrega em agosto de 2014, mas já estão abandonadas há quase quatro anos.

A fiscalização realizada levantou diversos pontos que culminaram para que as obras fossem paralisadas, até o abandono total do local, deixando o condomínio a mercê de roubos e depredação. Foram encontradas também falhas nas ações do Banco do Brasil, Prefeitura Municipal e Construtora.  Entre as justificativas do Banco do Brasil, a crise econômica e mudança nas diretrizes de repasse para as empresas resultaram na paralisação em várias obras do programa, incluindo o Residencial São Francisco, em Barbacena.

A vistoria realizada permitiu verificar o abandono, vandalismo e depredação graves que resultaram na demolição de vários serviços já executados. Além disso, vários furtos de diversos materiais que se encontravam estocados no almoxarifado e no canteiro de obras, resultaram em grandes prejuízos aos cofres públicos. A fiscalização determinou como falhas do Banco do Brasil, a demora em adotar medidas necessárias para a retomada da obra, falta de vigilância no local, falta de comunicação aos demais gestores sobre os problemas ocorridos no empreendimento.

Por sua vez, o Banco também apresentou falhas e lacunas por parte do programa que prejudicaram o gerenciamento das obras. Após os exames foram constadas no documento a demora, seguida de paralisação das obras, devido a falhas no planejamento do empreendimento.

Ainda de acordo com o relatório desenvolvido pelo parlamentar, a Prefeitura Municipal também teve sua parcela pelas ações e omissões que contribuíram para que o empreendimento ainda não tenha sido concluído, basicamente relativas à indefinição dos locais onde serão instaladas as ETE’s, à demora na conclusão do projeto executivo e à demora na execução da obra.

A respeito do questionamento sobre a retomada das obras por outra construtora, também de acordo com o relatório, as obras deveriam ser retomadas em maio deste ano, com previsão de término em 12 meses. Contudo ainda não houveram movimentações neste sentido.

 

Com informações da assessoria do Padre João

Redação do Barbacena Online
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