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Neymar Júnior – santo e demônio

A crônica de Francisco Santana

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“Enquanto algumas pessoas fazem de tudo para tornarem-se marcantes, outras agem naturalmente e tornam-se inesquecíveis”.

 

É indiscutível o talento futebolístico do jogador Neymar Júnior, que atua no Paris Saint-Germain (PSG) da França. O seu futebol é refinado, malicioso, impetuoso e que enche de orgulho e alegria a quem o vê jogar. Seus dribles desconcertantes sempre terminam em gols chamados de pinturas. Neymar é um jogador completo que faz da prática do futebol uma brincadeira. Para ele não existe o difícil nem o impossível, a magia é sua característica marcante. Ele é um craque, um dos três melhores do mundo e muito eficaz em alguns fundamentos do futebol. Ele cabeceia de olhos abertos, chuta forte com as duas pernas, uma de cada vez para não cair, seus cruzamentos são perfeitos, os passes são precisos, dribla com maestria e chuta muito forte e bem direcionado.

Esse somatório aliado ao seu deboche o tornou um jogador marcado pelos adversários com truculência. São nesses momentos que o craque Neymar mostra sua fragilidade encenando em demasia as infrações recebidas. Ele grita, rola, esperneia, chora, reclama e muitas vezes é flagrado pelas câmeras sorrindo ironicamente ao percebe que o adversário foi punido. Nesse instante a arte futebolística se transforma em arte cênica. Esse seu procedimento antiesportivo o leva aos braços da torcida e joga o adversário contra a arbitragem. Ele falseia tanto que nunca saberemos a realidade de sua contusão.  A mídia o classifica como um gênio, santo, demônio e dissimulado. Ele não precisa dessas artimanhas.

Quem nunca teve na vida um amigo riquinho, mimado que nunca ouviu um “não” na sua vida? Aquele tipo que faz bagunça e a mãe lhe diz: “Você vai ver quando o seu pai chegar, vou contar a ele que você fez bagunça!”. Ele sorri porque sabe que seu pai é seu aliado. Neymar age como se assim fosse. Se recebe um não ele chora, faz beicinho, fica de mal, amuado, recluso num canto, corre para os braços da amada e até é capaz de chorar. O seu ego está muito inflado. Às vezes se parece um ser carente que se necessita de atenções especiais para o seu rendimento profissional. Como eu estava enganado ao pensar que os grandes talentos da dramaturgia brasileira eram: Paulo Autran, Paulo Gracindo, Marco Nanini, Tarcísio Meira, Lima Duarte, Francisco Cuoco, Tony Ramos, Juca de Oliveira, Milton Gonçalves, Sérgio Brito, Raul Cortez, Mauro Mendonça, Procópio Ferreira e Jardel Filho. Neymar Silva Santos Júnior interpreta muito melhor que qualquer um dos citados. Basta olhar as quedas, os esbarrões, o sorriso, os trejeitos e o semblante que a câmera capta. Neymar é um show, o rei das artes.

A precocidade sempre o acompanhou. Desde os 12 anos, já era considerado uma jóia rara nas categorias de base do Santos, que começou a pagar salários de jogador profissional para não perder o garoto prodígio. Ainda jovem se tornou multimilionário se transferindo do Santos Futebol Clube para o Barcelona, da Espanha. A transação foi tumultuada financeiramente bem como, sua saída do Barcelona para o Paris Sant-Germain, da França. No Santos ele era o astro maior, mas o Brasil era pequeno diante de tamanho talento. No Barcelona ele era apenas o coadjuvante, porque a estrela maior era o argentino Messi. Na França ele é uma espécie de Deus e lá pela precariedade do futebol local ele reina soberano, onde só falta mudar o nome da Torre Eiffel para Torre Neymar Júnior.

Neymar sempre foi o foco das atenções em festas promovidas e badaladas com as presenças de artistas internacionais. Atualmente ele namora a atriz global, Bruna Marquezine, casal a Bela e a Fera. Ele nasceu no dia 05.02.92 em Mogi das Cruzes, São Paulo. Enquanto a sociedade brasileira tenta legalizar a idade de 14 anos como capaz dos seus atos há quem diga, que Neymar com 26, é uma criança e não entende nada. Bem disse o poeta: “paixão é a forma vil de amar”.

Neymar é cheio de não me toques, “se me tocarem eu caio, grito, esperneio, rodopio, choro e o árbitro ainda lhe dá de presente um cartão amarelo ou vermelho”.  Na Copa do Mundo de 2014 realizada no Brasil, o colombiano Camilo Zuniga se tornou inimigo nº 1 do Brasil ao dar uma joelhada nas costa do Neymar, o tirando praticamente da competição. Zuniga se queixou das inúmeras ameaças recebidas. Na época quase houve uma guerra diplomática entre Brasil e Colômbia. Na Copa que se realiza na Rússia, o jogador mexicano Layún pisou maliciosamente o pé de Neymar. Houve muito blá, blá, blá, consternação nacional. Layún disse que foi ameaçado por torcedores brasileiros. Por enquanto não houve nenhuma declaração de guerra diplomática entre Brasil e México.

Eu o aplaudo e o reverencio quando o vejo jogar com seriedade e espírito esportivo coletivo. Eu me irrito quando o vejo jogando para si e atraindo a ira dos adversários.

Neymar Júnior – santo ou demônio?

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